Falta-me algum parafuso
Perdido, afrouxado no cérebro
E neles trôpego escorrego
Assim ao chão, me esfrego.
Sem habilidade em detectar,
Se um desses me sai do lugar
A verdade pra que me leva
Sempre tece-me em muita treva.
Persigo com ênfase a imagem onírica,
A doce e lírica versão do meu ser
Que com a destreza de um maestro,
Sabe reger a vida por completo,
Mas, aos meus sonhos, defenestro,
Como um louco ser confuso
Ao mero desenrosco do parafuso!
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